Tuesday, March 20, 2007

É triste dizer adeus

Gostava de saber porque não posso ser feliz a 100%. Sempre que estou bem acontece qualquer coisa.
Estou feliz porque estou apaixonada.

Mas estou triste porque perdi algo que me preenchia.
Hoje fico sem o meu bébé, sem o meu Guache.
O meu coração está apertado, os meus olhos lutam contra as lágrimas que teimam em aparecer.
Penso nos momentos que passei com ele. Eu sei que é apenas um cão, mas apoiou-me e mimou-me quando eu estava triste e sozinha. Compreendeu sempre quando eu estava feliz e quando precisava de estar sozinha.
Não há amor mais sincero ou mais incondicional do que aquele que um animal tem por nós.
Não há interesse, não há dilemas. Amam-nos simplesmente. Não há complicações, não há discussões.

Penso nos passeios que dava com ele.
Vou continuar sempre a pensar nele, apesar de não estar comigo. Como alguém dizia, "a alegria de saber que tu existes faz-me forte para suportar a tristeza da tua ausência". É isso que tenho vontade de lhe dizer enquanto o abraço, provavelmente pela última vez.

Estará sempre no meu coração apesar de não estar na minha casa.
Talvez um dia volte. Não vou pensar nisso, mas fica a esperança de o ver outra vez, nem que seja de longe para saber que está bem...

Monday, January 01, 2007

Ironias...

Será mesmo verdade que quando se fecha uma porta abre-se sempre uma janela?

Parece que quando tudo acaba acende-se qualquer coisa.
Uma vaga esperança, uma nova chama, um novo olhar.

Olhamos novamente para a vida e ela está diferente: reparo nas coisas simples, e o meu coração enche-se de alegria - afinal o sol brilha, o frio tem o seu encanto e amanhece sempre um dia diferente...
Afinal, talvez seja mesmo verdade.
Ironia?

Wednesday, November 29, 2006

Um regresso

Há alturas na vida em que é preciso parar.
Parar para pensar, para chorar, para sonhar, para cair e para levantar. Não necessariamente por esta ordem. Foi isso que fiz nestes meses que estive ausente deste blog.

Neste momento sou outra pessoa. Mais calma, mais ponderada, mais triste, mais sozinha. Apesar de ter agora uma companhia permanente, sinto agora necessidade de me isolar. A solidão é boa conselheira, e hoje escuto mais o que me diz.
Olho para a lua, para o céu, para as estrelas. Não me dão conselhos, apenas me acalmam e me dão esta imensa paz.

Já não quero ser feliz a todo o custo, desisti de lutar, de espernear. Não vale a pena quando por muito que se lute não se chega a parte nenhuma...
Podem dizer que estou conformada. Se calhar estou, mas feliz porque finalmente encontrei a paz, a serenidade. Concluí que não preciso de outros para ser feliz. A felicidade alcança-se com paz interior e com alegria em receber o que a vida nos dá.

E se é suposto o meu caminho por esta vida ser assim então eu aceito percorrê-lo e descobrir o que me espera na próxima esquina.

Monday, June 05, 2006

You are my... sunshine...

Esta foi uma das músicas que mais gostei do concerto de ontem. Não só porque tenho pensado muito nisso nos últimos tempos mas porque a música era de facto muito gira, a interpretação excelente e o concerto foi todo ele muito muito bom.
Estas são as palavras que encontro para descrever o concerto de Nicola Conte ontem no casino de lisboa. animadíssimo, tanto ele como o resto da banda como o público...
Sem descrição, o fim de tarde/ princípio de noite de domingo correu muito bem!
Eu gostei não só do concerto em si (que estava óptimo) mas também do conceito da arena lounge. Muito engraçada a ideia de ter uma plateia em formato de "bolo de noiva" em que cada andar do bolo (ou da plateia neste caso) anda às voltas (cada andar numa direcção). Muito muito giro.
E gente animada, divertida, com boas caras, boa onda.
Gostei muito.
O próximo concerto aconselho vivamente uma espreitadela.
Vou tentar avisar mais gente com mais antecedência também...

Thursday, June 01, 2006

Conhecer e esquecer

Dou por mim a pensar no que poderia ter sido.
Será que há uma altura certa para se conhecer alguém? Ou será que quando se gosta mesmo a sério de alguém tudo o resto não importa e investimos nessa pessoa e tudo o resto desaparece?
Não sei.
Há algumas coisas que eu gostava de saber e que não sei, e que provavelmente nunca vou saber.
O tempo o dirá
E eu fico à espera que o tempo me traga uma resposta, ou que me faça esquecer
Mas eu não quero esquecer, só quero aprender a não gostar e a andar em frente, seguir em frente: levantar a cabeça e continuar o meu caminho. É no fundo o que eu sempre fiz.
E vou ter que continuar a fazer

Sunday, May 21, 2006

The DaVinci Code - II

Eu gostei do filme. Não me parece minimamente justo o filme ter sido assobiado em Cannes, porque apesar de ter algumas falhas o filme pareceu-me bastante bom.
O Tom Hanks é sem dúvida óptimo actor mas não combina com o Robert Langdon que se idealiza quando se lê o livro. Também me parece que o filme peca um bocadinho por se descobrir tudo muito depressa (claro que se compreende que o ritmo do filme tem que ser mais rápido...)e também por não haver tanta sugestão de romance entre o Langdon e a Sophie. No livro a atracção entre os dois é muito evidente e no filme quase nem se nota.
De resto, o filme pareceu-me bastante fiel ao livro (na medida do possível, claro) e até diria que é o filme mais fiel ao livro que vi até agora.

Acredito que as pessoas que não tenham lido o livro não gostem do filme, porque há algumas partes que se subentendem e outras que quase não são explicadas no filme; pelo que se possa tornar um filme menos interessante desse ponto de vista.

Para quem leu o livro, recomendo vivamente, gostei muito.

Wednesday, May 17, 2006

Porque confio?

Às vezes dou por mim a pensar:
porque confio tanto nas pessoas?
Mas a resposta é óbvia: confio porque gosto. Confio sempre não por ser estúpida mas por ser alguém em quem se pode confiar.
Confio sempre até me provarem que não posso confiar, até me desiludirem. A mesma pessoa não perde a minha confiança várias vezes: ao perdê-la essa pessoa perdeu-me. Assim tão facilmente como me entrego vou-me embora, porque só sei ser assim. Só vale a pena estar com alguém se se estiver em pleno, só vale a pena gostar de alguém se fôr em pleno e só vale a pena confiar em alguém se a confiança fôr plena. Sem confiança para mim não há nada e a pior coisa que me podem fazer é não confiar em mim. A 2ª pior é trair a minha confiança.
Adoro os meus amigos(as) do fundo do coração, e apesar de não lhes dizer isto todos os dias penso que sabem disso.
Fico triste quando as pessoas não confiam umas nas outras, porque não se entregam verdadeiramente, porque não amam verdadeiramente, porque não vivem verdadeiramente.
Para não se magoarem? Eu não me importo de sair magoada de uma relação, porque sei que dei tudo por tudo, investi tudo.
O amor é um jogo,
perde-se e ganha-se;
ganha-se e perde-se.
E sofre-se.
Faz parte da vida.
E eu gosto de vivê-la.